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2012 – Memória do Corpo / Memory of the Body

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Apresentado em Teatro da Garagem/ Teatro Taborda com produção de Maria João Vicente, João Belo e Miguel Cruz em Janeiro de 2012, com protocolo com a Universidade Nova de Lisboa/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Presented in Teatro da Garagem / Teatro Taborda with production of Maria João Vicente, João Belo e Miguel Cruz in January 2012, with a protocol with the University Nova of Lisbon/Faculty of Social and Humans Sciences.

A criação do espectáculo “Memória do Corpo”, em co-composição com os seus intérpretes, com formações no teatro, na dança, na música e nas artes digitais, foi apresentado este ano em Lisboa, como forma de culminar a pesquisa feita durante dois meses sobre este tema da memória, e em especial como ela se processa no corpo, ou como se pode desenvolver ou revelar.

The creation of the performance “Memória do Corpo”, in a co-composition with their interpreters, with background in theatre, in dance, in music and in digital arts, and was showed this year in Lisbon, as a form of getting into a goal with the research done during two months about this theme of memory, in special as it it processed in the body, or how it can be developed or revealed.

Teve colaboradores como Guida Costa (trombonista), Ana Mota Ferreira (actriz-bailarina), Miguel Ferreira Vidal (actor), José Sena (actor), Rita e Inês Barracha (artistas plásticas/artes digitais), Carlos ‘Zíngaro’ (violinista/compositor musical), Rui Lameira (apoio técnico e edição de som), e Cecília de Lima (consultora coreográfica). A voz foi processada musicalmente com uma ‘loopstation’ e transformada por isso no momento presente da acção teatral. Os textos em que nos inspirámos foram “A última gravação de Krapp” de Samuel Beckett, e “As cadeiras” de Eugéne Ionesco.

Had collaborators as Guida Costa (trombonist), Ana Mota Ferreira (actress-dancer), Miguel Ferreira Vidal (actor), José Sena (actor), Rita and Inês Barracha (visual artists/digital arts), Carlos ‘Zíngaro’ (violinist/musical composer), Rui Lameira (technical support and sound edition), and Cecília de Lima (choreographic consultor). The voice was processed musically with a loopstation and transformed by it in the present moment of the theatrical action. The texts in which we inspired ourselves were “The last tape from Krapp” from Samuel Beckett, and “The chairs” from Eugène Ionesco.

A criação foi assumida como um trabalho de experiências, não diria experimental mas experiencial. Citando da p. 59 da sua dissertação de Mestrado: “no presente trabalho de projecto, não nos revemos nesta ideia de composição final acabada; não exerci pressão para finalizar a composição, para que, ao envolvermo-nos com o exercício de mestrado como espectáculo, ficássemos ‘aliviados’, deixando espaço para descobrir o tema da memória do corpo, incluindo a percepção e a presença em cena”.

The creation was assumed as a work of experiences, not experimental but experiencial. Quoting form page 59 of her Master’s dissertation: “in the actual project work, we don’t see ourselves in this idea of final and finished composition; I din’t pushed anybody to finished the composition, and in that way, while involving us with the practical exercise for the Master degree, as the performance was, we became ‘relieved’ , living space for discover the theme of the memory of the body, including the awareness and the presence on stage”.

Portanto, a pesquisa e reflexão que os co-criadores foram fazendo, e que a Cristina, como génese e líder deste processo, explana no seu texto, são mais importantes do que o espectáculo.

So, the research and reflection that the co-creators were doing, and that Cristina, as the genesis and as the leader of this process, explains in her text, are more important that the performance itself.

 

Depois de assistir ao espectáculo Memória do Corpo, no Teatro da Garagem/Teatro Taborda, em Lisboa, em Janeiro de 2012, o seu Professor orientador, Paulo Filipe Monteiro, escreveu: “Vim para casa com a boa sensação de ter visto um espectáculo não apenas limpo como muito generoso. A Cristina tem muita coisa para dar e dá. Como eu escrevi nas minhas notas nessa noite, o espectáculo tem muita coisa sem nunca ser pretensioso, o que é raro. Tem-se a sensação de uma dádiva, e isso é muito bom.”

After watching the performance Memória do Corpo (Memory of the Body), in Teatro da Garagem/Teatro Taborda, in Lisbon, in January 2012, her Faculty Professor, Paulo Filipe Monteiro, wrote: “I came home with the good feeling of having seen a performance not just clean but very generous. Cristina has a lot to give and she gives. As I wrote on my notes that evening, the performance has many things without being pretentious, what is rare. One has the sensation of a gift, and that is very good.”

E continua, reforçando: “Através do seu texto podemos ver como o processo foi rico, e como o projecto é muito claro e perseguido com determinação. “Não terá o corpo uma pulsão que pode expulsar dele, de forma espontânea, apenas pelo movimento?” (p. 36). “Não sendo um trabalho mental, nem tendo associações do género, as sensações corporais são a fonte para esta memória se revelar” (p. 9) mas também só se revelam, ou se revelam mais, ou há outras que se revelam, através da composição de movimentos e gestos (p. 13). Ou seja, “tentámos desencadear um discurso do corpo que revelasse outros tipos de informação, mais delicados ou ocultados na memória do corpo, e se transformasse em algo mais inteligível” (p. 14).”

And he goes on, reinforcing: “Through her text we can see how the process was rich, and how the process is very clear and pursued with determination: “Isn’t there a pulsion that the body can expel from itself, spontaneously, just by the movement?” (page 36). “Not being a mental work, or not having associations with gender, the body sensations are the source for this memory reveal itself” (page 9) but only reveal themselves, or reveal more, or are there others that are revealed, through composition of movements and gestures (page 13). That is, “we tried to initiate a discourse of the body to reveal other types of information, more delicate or hidden in memory of the body, and turning into something more intelligible” (page 14).

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